Bom dia, passarinhos!
Hoje, lembrei-me que havia um lugarzinho que eu não vizitava faz tempo e cá estou eu... como estão?
Este ano mandei publicar meu primeiro trabalho, mas não é uma obra completa, apenas um capítulo de livro. Enfim, é um capítulo de um trabalho que fiz na faculdade sobre educação especial.
Talvez este tenha sido o primeiro passo para escrever o que realmente tenho vontade..., mas ainda não consegui colocar no papel essa história... não surgiu a inspiração inicial. Acredito que estou no caminho e logo virá, eu sei.
No entando, vamos falar de uma saudade que está cá apertando o peito e que sobe a alma e transborda em lágrimas de felicidade. Estou falando de minhas meninas que hoje estão com 19 anos e para mim é como se tivessem apenas 9 rsr...
As vezes, basta o cheiro de bolo assando (cookie) ou o riso distante de alguma criança na rua para que a nostalgia invada o peito — daquelas tardes simples que pareciam intermináveis, quando duas meninas de olhos curiosos corriam pela casa como se o mundo fosse delas. A infância era um território de mágicas pequenas: a roupa estendida virava cabana, o quintal era floresta, e cada abraço vinha com a promessa silenciosa de que tudo daria certo.
Hoje, aos 19 anos, elas já caminham com passos próprios e os abraços se tornaram mais raros. Observo cada passo delas de longe, orgulhosa e um pouco surpresa com a velocidade do tempo — esse ladrão gentil que levou as meninas e deixou mulheres em seu lugar. O amor, porém, não diminuiu; ao contrário, ganhou novas camadas. Se antes era proteção constante, agora é admiração, saudade antecipada, alegria em vê-las voar.
No fundo, a infância feliz delas foi também a minha — costurada em cada descoberta, cada choro interrompido por um colo, cada riso que enchia a casa inteira. E mesmo que o tempo insista em seguir adiante, o amor de mãe permanece o ponto de equilíbrio: firme, intenso e eterno, sustentando tanto a memória do que foi quanto a beleza luminosa do que elas estão se tornando.
Então é isso... minhas meninas que embora tenham crescido, ainda carregam a inoscência das coisas do mundo e a cada vitória alcançada por elas, eu vibro e fico feliz em ter feito parte desta construção de pensamentos, mesmo que alguns divirjam dos meus, sei que algo de bom permanece ali, dentro delas.
Vou depois...
